quarta-feira, 21 de abril de 2010

indo...


Acordei mantendo a decisao do dia anterior. Queria ir...
So quem esta acostumado a viajar vai entender o que eu vou dizer: o dia foi de ressaca de viagem... me permiti ate tirar uma pestana ao cair da tarde. Na manha nublada, fui a estaçao central e consegui comprar o ticket para mim e para a magrela, isso mesmo, era necessario duas pasagens, uma para mim, outra para a bicicleta(preços diferentes, claro). Isso feito, precisava ressucitar a bicicleta do aconchego da mala do alfa romeu.

Minha mae, inspirada pelo jeito "on the road", resolveu despachar para o Brasil, todas aquelas roupas que sempre insistimos em trazer para passear. Fiquei orgulhoso, quando numa crise de desprendimento, depois de mandar as roupas por mar, ela olhou o primeiro pedinte e deu a grande mala preta, que nao tinha mais serventia, para alguem que uma simples mala rodada, poderia ter alguma.


Precisava montar a bike...ainda nem tinha verificado se a proteçao tinha dado certo e se ela estava inteira. Devido a proximidade da estaçao central, resolvi fazer isso no quarto do hotel dos meus pais. Enquanto eles se preparavam para o jantar, desenrolava plasticos bolhas e cortava lacres. Meu pai ajudou a montar os discos de freio e depois partiu com a minha mae para jantar. Depois de varios apertos, la estava ela...prontinha, doida para circular. Alias, preciso dar um nome a ELA.


Tudo ia muito bem, ate eu montar os alforges ( as malas de bicicleta ), o teste que eu tinha feito no Rio de nada tinha adiantado, e a posiçao nao me permitia pedalar com facilidade. Claro que dentro de um quarto de hotel, os testes eram impossiveis, mas so de ver, ficava claro que aquilo iria me dar uma dor de cabeça.

Algumas horas depois e o manual do escoteiro mirim voltando com força total... acho que consegui algo, pelo menos para os dias na Toscana. Uma "gambiarra" a moda brasileira, que so poderei testar amanha indo para a estaçao central.


Deixei o quarto muito preocupado e nem percebi que estava na ultima noite em Firenze. Pensei no bar de cervejas artesanais, que tinha visto em uma caminhada no primeiro dia que cheguei. Lembrei que os dias passaram e nao tinha me dado o direito de entrar naquele bar. Escrevo isso, ja sobre o efeito de algumas delas. O dono tratava o tal liquido amarelo turvo, como se fosse uma "bella ragazza" e depois da segunda, resolvi mandar uma mensagem para uma pessoa querida.




Segundos depois recebo uma mensagem da mesma dizendo que estava naquele momento falando que sonhava em largar tudo e ir me encontrar...Decolar.com depois, parece que ela vem...a conferir..rsrsr.


Amanha, rumo a Cortona de trem. Oremos ao bagageiro.

bjs a todos.

Gian Carlo Bellotti

3 comentários:

Anônimo disse...

Acabou a saudade da solidão? Bjs Dani

Ricardo Wolf disse...

Ué??? Não recebi nenhuma mensagem!!! ahuahuahuaua
Abração!!!

Carlos Leandro disse...

Comentário para estimular !!! A Ana chega em casa contando do seu blog... passei aqui e até twittei o link para os meus seguidores !


Muito bom !